April 1, 2007
Não aguento mais falar de filmes por aqui, principalmente quando confundem alguns fatos escritos por mim usados pra descer a lenha no diretor com RESENHAS. Isso é como ver um filme da Walt Disney onde o vilão NÃO é derrotado com um golpe na cabeça (uma panelada, um papel amassado ou até mesmo por uma miniatura do Robin Williams) e sair vibrando do cinema. Porra, isso foi um SONHO.
O que é o Centro de São Paulo? Às vezes tenho a impressão de que, se eu fechar os olhos e caminhar pelo Centro, eu poderia imaginar perfeitamente uma feira Árabe sendo invadida por, sei lá, Espartanos. É claro que isso não passa de imaginação, e ninguém é louco de fechar os olhos no Centro. É mais fácil você tirar as roupas e jogar pra galera, ao menos você vai ver quem foi o engraçadinho que passou a mão na sua bunda, e quantas pessoas foram necessárias pra colar 258 adesivos “VENDO GELADEIRA CCE” no seu peito. Porra, quem compra produtos da CCE?
Fato, vendedores ambulantes, coladores de adesivos e distribuidores de panfletos tiveram aulas de Kung Fu antes de atuarem nas ruas do Centro. No máximo, você ouve um “boa tarde” e vê um vulto seguido por 12 panfletos de alguma churrascaria sendo lançados na sua direção. Você nunca vê panfletos da CCE, por exemplo.
Ficar em um ponto de ônibus é pedir pra entrar em desespero. Praça da República. Costumo frequentar assiduamente o ponto de ônibus da Av. Ipiranga, e não sei como ainda não enfiei meu celular no vibra-call no cu de alguém por lá. O ônibus que eu pego demora geralmente uns 15 minutos pra passar por lá. De 5 em 5 minutos passa alguém implorando por moedas, e geralmente 1 pessoa por mês é honesta, ou perdeu um papel para o Keanu Reeves. Ou seja, é de praxe que pelo menos 3 pessoas me parem na rua pra pedir uma grana pra pagar um lanche do outro lado da rua. Já vi muita gente dando algumas moedas, e o cara simplesmente seguir em frente e entrar em outra rua, com aquele sorriso de “Po, eu deveria fazer parte do time do George Clooney”. Sério, nunca vi alguém atravessando a rua. Já ouvi algumas pessoas falando de Taboão da Serra, mas NUNCA vi alguém atravessando a rua. Certa vez um bêbado praticamente COLOU no meu ouvido e falou algo que eu não vou falar aqui, até porque eu não entendi absolutamente nada. Devia ser garoto propaganda da CCE.
Agora, inesquecível mesmo é a cena do metrô, nem me lembro em qual estação. Um sujeito que lembrava muito o Corcunda de Notre Damme parou do meu lado e começou a puxar assunto comigo, enquanto esperávamos por um trem mais vazio. Primeiro perguntou onde eu morava e, pásmem, ele conhece Taboão da Serra. Depois falou que viu dois caras praticando sexo oral em um vagão por alí naqueles dias. Depois perguntou se eu namoro. Depois perguntou minha idade. Depois perguntou quantas bocetinhas e cuzinhos eu já havia comido. Depois falou sua profissão.
- Sou segurança de uma loja da CCE.
- … - Típico, sempre faço isso.
- Mas ainda não segurei nada!
- Ah, sim, haha.
- Até que eu tenho curiosidade…
- …
- …
- …
- Você também tem, né?
- Olha, esse vagão tá vazio, entra aí. - Foi quando eu o empurrei pra dentro do vagão com um golpe de Kung Fu que aprendi com um panfletoboy enquanto eu estava… ahn… perdido pelo Centro.
February 28, 2007
Aí eu entro na sala, sento no divã, e aquele ser completamente estranho chamado PSIQUIATRA, começa a falar.
- Bom dia, senhor… Fabio. Qual é o seu problema?
- POR QUE você quer saber?
- Acalme-se, acalme-se… deite-se aí, vamos conver…
- Você acha que eu tenho UM PROBLEMA?
- Todos nós temos problem…
- Então por que EU devo me deitar aqui, e não VOCÊ?
- Porque você pagou por isso.
- …
- …
- Eu vou ficar de pé.
- Como quiser, senhor F…
- Você ligou um gravador?
- Sim, faz par…
- POR QUÊ?
- Como eu dizia, faz par…
- Eu NÃO confio no senhor! Eu NÃO confio! NÃO!
- Solte esse livro, por favo…
- Você tem FILHAS?
- Sim, tenho uma. Agora sen…
- Ela é gordinha? (heh)
- Senhor Fabio, por fav…
- Não me chame de SENHOR, isso é IRRITANTE.
- Sim, o dia está sendo bastante irritante.
- Isso foi uma indireta?
- Vamos começar co…
- ISSO FOI UMA INDIRETA?
- S…
- IIIIISSSSSO FOOOOOOOI…
- FALE BAIXO!
- NÃO GRITE COMIGO!
- O SENHOR ESTÁ PASSANDO DOS LIMITES!
- QUE LIMITES? NÃO ME FALARAM SOBRE LIMITES, PORRA! VOCÊ CUIDA DE LOUCOS OU NÃO?
- APENAS ABAIXE O TOM DA SUA V…
- ALL YOUR BASE ARE BELONG TO US! TO UUUUUUUUUUS!
- …
- É gordinha ou não?
E fui retirado por seguranças. Sabe, essa terapia tá sendo legal.
February 5, 2007
Querio diário.
Então, você sabe que já não tem mais por que continuar vivo quando se encontra com a Blogagi e a Alê Félix, sempre com a idéia fixa de criar um blog a cada encontro, dá a idéia de um blog com contos eróticos. "Claro, eu vou ficar com a parte da FICÇÃO, no blog.", eu disse. "Não, você vai fazer o layout.", todos disseram, ao mesmo tempo. Eu ainda vou ser um daqueles grandes COMEDORES, tipo Wando, James Bond, ou até mesmo o Ovão de Pacas. Vou entrar pra história, nem que minha melhor cantada seja "Quer um layout? Ok, vamos até seu apartamento. Ah, você tem um laptop? Vamos até o banheiro, então. (heh)"
Nem que pra isso eu precise de um olho de vidro.
Ok, eu já sou um grande comedor, e gosto do underground. Mas essa cantada de layout já não funciona mais, mesmo. Então, vamos completar o post passado, apenas.
Recuperei meus presentes, e ainda ganhei o livro Urbanóides, do próprio autor: Zander. Não sou muito de ler, mas abri na página 79 e li a história. "Po, que FODA!", eu pensei. O cara escreve demais, e a camisa FODA que a Gabi me deu, com os dizeres "Jesus showed me that parties drugs and vagina are not the way" me salvou do frio das manhãs dos metrôs de SP. Crentes bilíngües me atacaram com um montinho, uma bela forma de se começar o dia.
O dvd FODA que a Lilhá me deu, OldBoy, mudou meu conceito sobre filmes coreanos. Até pensei em fazer uma resenha sobre ele por aqui, mas eu não sou bom em resenhas. E outra, tudo que eu consigo falar sobre esse filme é: "Porra, vou ver de novo, AGORA!!1". Eu me identifiquei com o vilão do filme, já que eu apunhalo pessoas pelas costas, mestre. Po, eu to começando a ficar repetitivo. Assim eu não vou conseguir comer nem você. Sim, VOCÊ! Como assim, eu já te comi?
Mas enfim, to parecendo uma criança que acabou de ganhar a fantasia do SuperMan. Tá, a fantasia é do meu sobrinho, mas… enfim, vou ver OldBoy, volto pra postar quando eu ganhar mais presentes.
January 31, 2007
Ah, sim: Nesse sábado a GA-LE-RA comemorou meu aniversário no CB Bar, ao som de Wash e… SUPLA! Foi bacana, a Blogagi contou com a ilustre presença do Moskito, o único que me trovou na noite inteira. Além dele e de sua… amiga, duas pessoas jamais vistas por esses dois olhos que já não vêem mais porra alguma: Raphael e Raphaela. Faltou criatividade nos nomes, acho, e também a url dos dois. Ah, o Alfinete tava lá também. Como assim, "QUEM?"?
Ganhei uma camisa da Gabi, e um dvd da Lilhá. Esqueci os dois presentes. É claro que foi uma desculpa pra voltar na casa das duas, eu sou um estrategista de primeira, mesmo. Tá, eu sou desligado MESMO, desculpem-me, por favor. Quando eu for pegá-los em suas respectivas casas, prometo presenteá-las também. (heh)
Enfim, foi foda, tirando a parte em que meu all star começou a travar uma luta mortal contra meus pés. Mal pude aprender passos sensacionais com o Zander, mas o DJ também não colaborou. Na saída, paguei um café da manhã pra uma senhora que parecia ser uma imigrante da época do Titanic, e depois pensei que alguém podia estar de tocaia por alí, e comecei a encarar as pessoas de uma forma nada amistosa. Ah, a paranóia. Depois ainda conversei com um mendigo, gente boa, e fui assediado por um bêbado na Praça da República. Parece ser algo non-sense-eu-copio-Jerry-Seinfeld-mestre, mas o cara simplesmente parou do meu lado e começou a cuspir palavras sexys com aroma de pinga. É claro que eu não entendi nada, e falei pra ele atravessar a rua, que no outro ponto tinha mais gente. E ele atravessou.
Pelo menos o Moskito não tava com bafo. Mas usou cantadas muito fracas, nem rolou nada. Quem sabe na próxima, cara. Quem sabe num ponto de ônibus.
December 28, 2006
Sabe, eu tenho medo de encontros. Da última vez que marquei um, foi algo extremamente bizarro.
Era fim de ano, e eu tava numa loja de tênis com meu pai, meu irmão e meu sobrinho, levando o estoque de tênis com 50% de desconto de lá. Após 3 horas no local, no momento em que eu estava na seção de bolsas "tira-colo" procurando uma pra mi…nha mãe, me deparei com uma cocotinha sensacional. Não estou falando de uma morena de 7 metros com seios que seriam indescritíveis em braile, estou falando de uma loirinha daquelas que você só encontra em uma loja de sapatos, na seção de bolsas. Bom, fato que o tempo todo em que ela estava lá, eu não tirei os olhos dela. Esperei ela sair da loja e a segui até a entrada do banheiro do shopping. Esperei por 15 minutos até ela sair de lá, foi quando eu disse "Oi…". Foi uma cena tão apática que se Manoel Carlos a visse, faria uma novela só pra isso.
- Ahn… oi. - Ela disse.
- Bom… não vou mentir, eu te observei o momento inteiro na loja.
- É, eu percebi. - Acho que só a Ana Paula Arósio conseguiria interpretar essa frase à altura.
- Então, estive pensando. Será que você estaria afim de conhecer um cara que… faz compras com a família todos os fins de ano na Pontal do Shopping Taboão?
Ela deu um sorriso tímido, foi quando eu fiquei sem reação. Mas consegui pegar o telefone dela, e liguei pra ela na mesma noite. Marquei um encontro pro dia seguinte, iríamos ao cinema. Não lembro quais filmes estavam em cartaz, mas me lembro da cara do maldito motorista que fechou a porta do ônibus no momento em que eu estava saindo dele, prendendo meu pé. O ônibus começou a se movimentar, então acabei ficando sem meu velho All Star vermelho. Corri pra Pontal e tentei convencer o vendedor a me vender um pé só, mas acabei comprando um par novo. Acabei me atrasando, mas ela não ligou muito.
- Ah, você se lembrou de mim!
- Desculpe, o ônibus me… bom, ele se atrasou um pouco.
- Hm… que All Star limpo…
- Gostou? Parece que eu acabei de comprá-los, não?
Compramos os ingressos e andamos por meia hora pelo shopping, até o filme começar. Um pouco antes de irmos pra fila, perguntei à ela se ela queria dividir um famoso Ovomaltine comigo, e ela aceitou. Mas mulheres não sabem dividir, ah não. Eu paguei e ela bebeu 75% do milkshake. SETENTA E CINCO POR CENTO!
Na fila do cinema, desabafei.
- Sabe, o Ovomaltine…
- Sim?
- Não, esquece.
- Hm… tá, né. - Ela fez questão de lamber os lábios aqui.
- Preciso te contar algo.
- Ah é? O que é?
- Sabe, meu sonho sempre foi xavecar alguém na fila do cinema. É sério, eu mal consigo dormir à noite pensando nisso.
- Hahaha, fala sério, vai.
- Mas é verdade. Olha, eu preciso fazer isso.
- Haha, precisa?
- Sim…
- … - Ela imitou o Keanu Reeves perfeitamente, com aquele olhar "Oi, eu sou totalmente inexpressivo, e não tenho espinhas!".
- Então… você vem sempre aqui?
Ela teve uma crise de risos nessa parte, e eu fiquei realmente feliz por ter xavecado alguém na fila de um cinema. Tá bom que nós dois formávamos a fila daquela sala, mas enfim… foi uma experiência boa. E, vocês sabem: Lá dentro a coisa muda. Foi quando eu fiz uma revelação:
- Vou te falar uma coisa.
- Vai?
- Sim. Eu já vi esse filme.
- Eu também…
- Ah, que bom. - Foi quando eu AGARREI ela, e dei socos no ar como o Raí fazia após marcar um gol.
- Sabe… por um momento eu pensei que você fosse gay.
- Mãe, é você?
Ela teve outro ataque de risos aí. Tá, tá, eu falo a verdade. É deprimente quando não entendem piadas nesse tipo de situação, sabe? Ela ficou muda o filme inteiro, e não teve pegação alguma. Nem ligou pra mim nos dias seguintes, nem nada mais. Mas, sabe… percebi uma coisa. Eu ainda não tinha visto aquele filme. Uh, rapaz. Que película!