May 11, 2007
Eu não entendi por que o povo criticou (de uma forma negativa, claro) tanto o filme Hannibal Rising. O que mais vi foram reclamações de que não gostaram nada de ver que o Hannibal era um vingador, por causa de sua irmãzinha Misha, e que era um metidinho a samurai. Péra, vingador e metidinho a samurai? Ok, vou mandar uns spoilers, fica esperto.
Há uma certa parada psicológica nisso. Por exemplo, é fato que muitas das pessoas que sofrem um abuso sexual quando crianças, fazem o mesmo quando crescem. É um distúrbio emocional, sei lá, o puto fica traumatizado e faz igual. Foi isso que aconteceu com o Hannibal - ele viu sua irmã virando jantar pra um grupinho de simpatizantes nazistas após ver seus pais morrerem no meio de uma troca de tiros entre russos e nazistas. Já é o bastante pra crescer traumatizado, acho, tanto que ele não dizia uma palavra quando esteve no orfanato, e ainda tinha umas atitudes nada comportadas, como dar garfadas em um dos caras que cuidavam da geral.
Acho que já é o bastante pra tirar essa de vingador. Claro, ele ficou puto e correu atrás dos caras que fizeram uma dobradinha com as tripas da irmã dele, é só o começo pra um futuro psicopata. Aí vem o papo do samurai. Bom, eu diria que aquilo foi uma puta influência pra ele. Aprender os pontos certos pra se fatiar alguém é tudo que um canibal precisa, e ter uma tia gostosa pra te ensinar isso também é. Tanto que ele só usa uma cabeça como troféu, e ainda pra levar pra tia. Aí ele já se envolve com a polícia e mais tarde entra pra faculdade, aí já vai ficando esperto com todos os cortes pra um bom banquete canibal. Mas ele só usaria essa experiência futuramente, agora é hora de aproveitar uns espetinhos de bochecha. Acho que seria cobrar demais querer um Anthony Hopkins logo no começo, né? Po, até o 007 levou um côro no começo.
Enfim, acho que só basta ver o filme mais uma, duas ou vinte e três vezes pra entender isso. Eu achei um filme à altura dos outros, mas é fato que o Hannibal não é o mesmo por dois motivos: Era apenas o começo, e nos outros filmes ele já está velho. Vejam o Faustão, por exemplo. Ele não é o mesmo. Agora é só esperar por mais livros do Thomas Harris, que foi esperto pra caraleo e agora poderá escrever sobre as mudanças que o Hannibal sofreu até se firmar como um psicopata de primeira, se ele pegou alguma cocota e quem ele mandou pro bucho até chegar no Dragão Vermelho.
Ah, e o Venom não morre no final. Não faria sentido uma bombinha daquelas transformar ele em pó, sem deixar restígios ao menos do fotógrafo. Ele é rápido, tá na cara que ele fugiu e só deixou uma gosminha pra trás. Cês vão ver, ele vai aparecer de novo.
March 12, 2007
Sério, tirem o Mark Steven Johnson da face da Terra, eu não aguento mais ver ele cagando em filmes baseados em histórias de quadrinhos, e olha que eu nem sou ligado a elas. Aliás, o puto se intitula um FANÁTICO por quadrinhos. Imagina se não fosse. DareDevil e Ghost Rider estariam salvos. SALVOS!
Colocar o Colin Farrell pra ser o cara mais psicótico da galáxia (é a impressão que passam no filme inteiro), Bullseye (Mercenário), e fazer uma briguinha de moças daquela foi de doer. Ainda mais pra alguém que, futuramente, faria parte da equipe de Samuel El Domador de Cobras Jackson em S.W.A.T. CARACA! Eu tenho uma mira “tatuada” na testa, ceguinho, vou jogar esses cacos de vidro em você. Fique parado ok. Michael Clarke Duncan, o Jesus negão de “The Green Mile”, é o grande vilão Kingpin (Rei do Crime). Grande vilão? Grande cuzão, segundo a… película. Nem vou falar da Jennifer Garner (lembram dela em “Dude, Where’s My Car?”?), a Elektra, tive pena dela nesse filme e no outro, “Elektra”, em que ela foi figurante. Também tive pena do ex-”Armageddon” Ben Affleck, o próprio DareDevil (Demolidor), e seu cuecão de couro.
Confesso que, apesar das cagadas, até tive vontade de pesquisar uns scans de DareDevil, mas desanimei, não lembro por quê. Se algum de vocês se lembrar, me avisem.
Matthew Long (esse cara fez algum outro filme?), definitivamente, não é lá muito parecido com Nicolas Jesus Christ Cage, o vilão mais filho da puta da galáxia em “Face/Off”. Quem viu Ghost Rider sabe que os dois foram Johnny Blaze, é claro, em épocas diferentes. Aliás, o que houve na primeira transformação do Crânio? Ele começa a ficar leproso e sai fogo por toda parte, até aí tudo bem. Mas, porra, do nada acontece um corte incrível e a transformação já tá no fim. A cena do guardinha de trânsito medindo a velocidade da moto dele foi mais clichê que a do Leonardo diCaprio e a Kate Winslet em Titanic. Qual delas? Porra, alguma não é clichê?
Tá, tá, vamos continuar. Não queria insistir, mas boa parte dos efeitos visuais e sonoros ficaram um lixo, até os de Independence Day ficaram melhor. A risada do Diabo ficou digna de risadas da platéia, e eu ainda não me esqueço do guardinha. A Eva Mendes (Hitch) é gostosa, mas não foi feliz fazendo a Roxanne, assim como Wes Bentley (American Beauty), não se deu muito bem sendo o Blackheart, filho do coisa ruim. Ele e seus amiguinhos tiveram a infelicidade de participarem das cenas de ação mais fracas que eu já vi, e olha que eu já vi Alien vs. Predator.
O que falar do roteiro? Foda. A história é fraca e cortes enormes ocorreram durante o filme, mas ficou foda. As frases “LOOK INTO MY EEEEYES.” e “YOU, INNOCENT/GUILTY!” já fazem parte do meu cotidiano. Agora, a melhor parte: Sam Elliott (Hulk, outra merda de filme) e Nicolas Cage (que tal Next e National Treasure: Book of Secrets?), o “Coveiro” e o próprio motoca, respectivamente. Tá, sou suspeito a falar do segundo, mas os dois salvaram o filme. Não quero dar uma de Spoiler, então reparem na cena da viagem, no fim do filme. Desde o diálogo com o coveiro até a parte em que ele vai embora, e tirem os efeitos especiais. Fico com medo de estar virando um cinéfilo se eu disser que essa parte do filme foi daquelas inesquecíveis. Por um momento, esqueci do diretor. Aí vem as cenas de ação e estragam tudo, puta merda.
A vontade de garimpar por scans voltou, dessa vez vou usar o Olhar de Penitência contra a preguiça. Espero que a Marvel tenha aprendido a lição e deixe o vosso amigo Mark Steven Johnson fora de cena. Bom, ao menos o Ovomaltine que eu tomei durante o filme valeu MUITO a pena.
*Johnny Blaze olha seu reflexo na janela*
- É, ou outra coisa.
*dá um peteleco no próprio nariz*
NOTA: Isso não foi uma pseudo-crítica, nem sei por que usei tantos nomes e filmes, na verdade.
January 10, 2007
Eu estou ficando culto. Vi dez filmes em três dias. Sabe, eu to acostumado a ver dez filmes em três anos. Ou em dezoito, já que esses foram os únicos filmes que eu vi na minha vida. E ainda comprei dvd’s. Eu NUNCA compro dvd’s. E… eu to começando a pensar em ler um livro. UM LIVRO! Olha, eu realmente não sei o que tá acontecendo comigo, e… por que diabos eu to falando isso aqui?
Esse parágrafo aí é só a descrição que eu uso no meu profile no Orkut. Depois de perder 2 anos de filmes, decidi recuperar o tempo perdido, alugando a única locadora de Taboão da Serra. Não vou fazer resenhas, mas tenho algo a falar sobre Piratas do Caribe. Mas agora não.
Após ver X MEN 3, vi que não era por acaso que o Gambit é meu mutante favorito. Ele não aparece em nenhum dos três filmes. E, o que aconteceu com o Fanático, merece um selo de qualidade Walt Disney. Alguém precisa falar pra esses caras que a piada de derrotar um vilão com uma cassetada na cabeça já não tem mais graça. E que nudismo já tá liberado, então podiam ao menos mostrar os peitinhos da Mística. Porra, nem os pés dela eles mostraram. Mas não sei se isso chega a ser pior do que colocarem a Vampira no filme. Alguém pode me dizer o que DIABOS ela tava fazendo alí? Vou ter que citar Manoel Carlos mais uma vez? E eu nem sou fã de X MEN, aliás.
O que tá acontecendo comigo?